segunda-feira, 12 de março de 2012

Os quatro Pilares da Educação


Fonte
EDUCAÇÃO
UM TESOURO A DESCOBRIR
Relatório para a UNESCO da
Comissão Internacional sobre
Educação para o século XXI


OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO


 






Dado que oferecerá meios, nunca antes disponíveis, para a circulação e armazenamento de informações e para a comunicação, o próximo século submeterá a educação a uma dura obrigação que pode parecer, à primeira vista, quase contraditória. A educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois são as bases das competências do futuro. Simultaneamente,compete-lhe encontrar e assinalar as referências que impeçam aspessoas de ficar submergidas nas ondas de informações, mais oumenos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados e as levem a orientar-se para projetos de desenvolvimento individuaise coletivos.

 
 À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapasde um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmotempo, a bússola que permita navegar através dele.
Nesta visão prospectiva, uma resposta puramente quantitativa  à necessidade insaciável de educação — uma bagagem escolar cada vez mais pesada — já não é possível nem mesmo adequada. Não basta, de fato, que cada um acumule no começo da vida uma determinada quantidade de conhecimentos de que possa abastecer-se indefinidamente. É, antes, necessário estar à altura de aproveitar e explorar, do começo ao fim da vida, todas as ocasiões de atualizar, aprofundar e enriquecer estes primeiros conhecimentos, e de se adaptar a um mundo em mudança.

Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que estas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta.

Mas, em regra geral, o ensino formal orienta-se, essencialmente, se não exclusivamente, para o aprender a conhecer e, em menor escala, para o aprender a fazer. As duas outras aprendizagens dependem, a maior parte das vezes, de circunstâncias aleatórias quando não são tidas, de algum modo, como prolongamento natural das duas primeiras. 
Ora, a Comissão pensa que cada um dos
“quatro pilares do conhecimento” deve ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado, a fim de que a educação apareça como uma experiência global a levar a cabo ao longo de toda a vida, no plano cognitivo como no prático, para o indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade.

Desde o início dos seus trabalhos que os membros da Comissão compreenderam que seria indispensável, para enfrentar os desafios do próximo século, assinalar novos objetivos à educação e, portanto, mudar a idéia que se tem da sua utilidade. Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo — revelar o tesouro escondido em cada um de nós. Isto supõe que se ultrapasse a visão puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para obter certos resultados (saber-fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de ordem econômica), e se passe a considerá-la em toda a sua plenitude: realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser.

Aprender a conhecer
Este tipo de aprendizagem que visa não tanto a aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento pode ser considerado, simultaneamente, como um meio e como uma finalidade da vida humana. Meio, porque se pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o rodeia, pelo menos na medida em que isso lhe é necessário para viver dignamente, para desenvolver as suas capacidades profissionais, para comunicar. 
 
Finalidade, porque seu fundamento é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir. Apesar dos estudos sem utilidade imediata estarem desaparecendo, tal a importância dada atualmente aos saberes utilitários, a tendência para prolongar a escolaridade e o tempo livre deveria levar os adultos a apreciar, cada vez mais, as alegrias do conhecimento e da pesquisa individual. O aumento dos saberes, que permite compreender melhor o ambiente sob os seus diversos aspectos, favorece o despertar da curiosidade intelectual, estimula o sentido crítico e permite compreender o real, mediante a aquisição de autonomia na capacidade de discernir. 
 
Deste ponto de vista, há que repeti-lo, é essencial que cada criança, esteja onde estiver, possa ter acesso, de forma adequada, às metodologias científicas de modo a tornar-se para toda a vida “amiga da ciência”. Em nível do ensino secundário e superior, a formação inicial deve fornecer a todos os alunos instrumentos, conceitos e referências resultantes dos avanços das ciências e dos paradigmas do nosso tempo. Contudo, como o conhecimento é múltiplo e evolui infinitamente, torna-se cada vez mais inútil tentar conhecer tudo e, depois do ensino básico, a omnidisciplinaridade é um engodo. A especialização, porém, mesmo para futuros pesquisadores, não deve excluir a cultura geral. “Um espírito verdadeiramente formado, hoje em dia, tem necessidade de uma cultura geral vasta e da possibilidade de trabalhar em profundidade determinado número de assuntos. Deve-se, do princípio ao fim do ensino, cultivar, simultaneamente, estas duas tendências”. A cultura geral, enquanto abertura a outras linguagens e outros conhecimentos permite, antes de tudo, comunicar-se. Fechado na sua própria ciência, o especialista corre o risco de se desinteressar pelo que fazem os outros. Sentirá dificuldade em cooperar, quaisquer que sejam as circunstâncias. Por outro lado, a formação cultural, cimento das sociedades no tempo e no espaço, implica a abertura a outros campos do conhecimento e, deste modo, podem operar-se fecundas sinergias entre as disciplinas. Especialmente em matéria de pesquisa, determinados avanços do conhecimento dão-se nos pontos de interseção das diversas áreas disciplinares.

 
Aprender para conhecer supõe, antes tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. Desde a infância, sobretudo nas sociedades dominadas pela imagem televisiva, o jovem deve aprender a prestar atenção às coisas e às pessoas. A sucessão muito rápida de informações mediatizadas, o “zapping” tão freqüente, prejudicam de fato o processo de descoberta, que implica duração e aprofundamento da apreensão. Esta aprendizagem da atenção pode revestir formas diversas e tirar partido de várias ocasiões da vida (jogos, estágios em empresas, viagens, trabalhos práticos de ciências...). Por outro lado, o exercício da memória é um antídoto necessário contra a submersão pelas informações instantâneas difundidas pelos meios de comunicação social. Seria perigoso imaginar que a memória pode vir a tornar-se inútil, devido à enorme capacidade de armazenamento e difusão das informações de que dispomos daqui em diante. É preciso ser, sem dúvida, seletivo na escolha dos dados a aprender “de cor” mas, propriamente, a faculdade humana de memorização associativa, que não é redutível a um automatismo, deve ser cultivada cuidadosamente. Todos os especialistas concordam em que a memória deve ser treinada desde a infância, e que é errado suprimir da prática escolar certos exercícios tradicionais, considerados como fastidiosos.
Finalmente, o exercício do pensamento ao qual a criança é iniciada, em primeiro lugar, pelos pais e depois pelos professores, deve comportar avanços e recuos entre o concreto e o abstrato. 
 
Também se devem combinar, tanto no ensino como na pesquisa, dois métodos apresentados, muitas vezes, como antagônicos: o método dedutivo por um lado e o indutivo por outro. De acordo com as disciplinas ensinadas, um pode ser mais pertinente do que outro, mas na maior parte das vezes o encadeamento do pensamento necessita da combinação dos dois.
O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiência. Neste sentido, liga-se cada vez mais à experiência do trabalho, à medida que este se torna menos rotineiro. A educação primária pode ser considerada bem-sucedida se conseguir transmitir às pessoas o longo de toda a vida, no trabalho, mas também fora dele.
Aprender a fazer

 

Aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida, indissociáveis. Mas a segunda aprendizagem está mais estreitamente ligada à questão da formação profissional: como ensinar o aluno
a pôr em prática os seus conhecimentos e, também, como adaptar a educação ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua evolução? É a esta última questão que a Comissão
tentará dar resposta mais particularmente. Convém distinguir, a este propósito, o caso das economias industriais onde domina o trabalho assalariado do das outras economias onde domina, ainda em grande escala, o trabalho independente ou informal. De fato, nas sociedades assalariadas que se desenvolveram ao longo do século XX, a partir do modelo industrial, a substituição do trabalho humano pelas máquinas tornou-o cada vez mais imaterial e acentuou o caráter cognitivo das tarefas, mesmo na indústria, assim como a importância dos serviços na atividade econômica. O futuro destas economias depende, aliás, da sua capacidade de transformar o progresso dos conhecimentos em inovações geradoras de novas empresas e de novos empregos. Aprender a fazer não pode, pois, continuar a ter o significado simples de preparar alguém para uma tarefa material bem determinada, para fazê-lo participar no fabrico de alguma coisa. Como conseqüência, as aprendizagens devem evoluir e não podem mais ser consideradas como simples transmissão de práticas mais ou menos rotineiras, embora estas continuem a ter um valor formativo que não é de desprezar.
 
Da noção de qualificação à noção de competência Na indústria especialmente para os operadores e os técnicos, o domínio do cognitivo e do informativo nos sistemas de produção, torna um pouco obsoleta a noção de qualificação profissional e leva a que se dê muita importância à competência pessoal. O progresso técnico modifica, inevitavelmente, as qualificações exigidas pelos novos processos de produção. As tarefas puramente físicas são substituídas por tarefas de produção mais intelectuais,
mais mentais, como o comando de máquinas, a sua manutenção e vigilância, ou por tarefas de concepção, de estudo, de organização à medida que as máquinas se tornam, também, mais “inteligentes” e que o trabalho se “desmaterializa”.
Este aumento de exigências em matéria de qualificação, em todos os níveis, tem várias origens. No que diz respeito ao pessoal de execução a justa posição de trabalhos prescritos e parcelados deu lugar à organização em “coletivos de trabalho” ou “grupos de projeto”, a exemplo do que se faz nas empresas japonesas: uma espécie de taylorismo ao contrário. Por outro lado, à indiferenciação entre trabalhadores sucede a personalização das tarefas. Os empregadores substituem, cada vez mais, a exigência de uma qualificação  ainda muito ligada, a seu ver, à idéia de competência material, pela exigência de uma competência que se apresenta como uma espécie de coquetel individual, combinando a qualificação, em sentido estrito, adquirida pela formação técnica e profissional,
o comportamento social, a aptidão para o trabalho em equipe, a capacidade de iniciativa, o gosto pelo risco. Se juntarmos a estas novas exigências a busca de um compromisso pessoal do trabalhador, considerado como agente de mudança, torna-se evidente que as qualidades muito subjetivas, inatas ou adquiridas, muitas vezes denominadas “saber-ser” pelos dirigentes empresariais, se juntam ao saber e ao saber-fazer para compor a competência exigida — o que mostra bem a ligação que a educação deve manter, como aliás sublinhou a Comissão, entre os diversos aspectos da aprendizagem. Qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes. E esta tendência torna-se ainda mais forte, devido ao desenvolvimento do setor de serviços. A “desmaterialização” do trabalho e a importância dos serviços entre as atividades assalariadas As conseqüências sobre a aprendizagem da “desmaterialização” das economias avançadas são particularmente impressionantes se se observar a evolução quantitativa e qualitativa dos serviços. Este setor, muito diversificado, define-se sobretudo pela negativa, não têm em comum o fato de não produzirem um bem material. Muitos serviços definem-se, sobretudo, em função da relação interpessoal a que dão origem. Podem encontrar-se exemplos disso tanto no setor mercantil que prolifera, alimentando-se da complexidade crescente das economias (especialidades muito variadas, serviços de acompanhamento e de aconselhamento tecnológico, serviços financeiros, contabilísticos ou de gestão), como no setor  não comercial mais tradicional (serviços sociais, ensino, saúde etc.). Em ambos os casos, as atividades de informação e comunicação são primordiais; dá-se prioridade à coleta e tratamento personalizado de informações específicas para determinado projeto. Neste tipo de serviços, a qualidade da relação entre prestador e usuário depende, também muito, deste último. Compreende-se, pois, que o trabalho em questão já não possa ser feito da mesma maneira que quando se trata de trabalhar a terra ou de fabricar um tecido.
A relação com a matéria e a técnica deve ser completada com a aptidão para as relações interpessoais. O desenvolvimento dos serviços exige, pois, cultivar qualidades humanas que as formações tradicionais não transmitem, necessariamente e que correspondem à capacidade de estabelecer relações estáveis e eficazes entre as pessoas.

Finalmente, é provável que nas organizações ultratecnicistas do futuro os déficits relacionais possam criar graves disfunções exigindo qualificações de novo tipo, com base mais comportamental do que intelectual. O que pode ser uma oportunidade para os não diplomados, ou com deficiente preparação em nível superior. A intuição, o jeito, a capacidade de julgar, a capacidade de manter unida uma equipe não são de fato qualidades, necessariamente, reservadas a pessoas com altos estudos. Como e onde ensinar estas qualidades mais ou menos inatas? Não se podem deduzir simplesmente os conteúdos de formação, das capacidades ou aptidões requeridas. O mesmo problema põe-se, também, quanto à formação profissional, nos países em desenvolvimento. trabalho na economia informal Nas economias em desenvolvimento, onde a atividade assalariada não é dominante, a natureza do trabalho é muito diferente. Em muitos países da África subsaariana e em alguns países da América Latina e da Ásia, efetivamente, só uma pequena parte da população tem emprego e recebe salário, pois a grande maioria participa na economia tradicional de subsistência. Não existe, rigorosamente falando, referencial de emprego; as competências são, muitas vezes, de tipo tradicional. Por outro lado, a aprendizagem não se destina, apenas, a um só trabalho mas tem como objetivo mais amplo preparar para uma participação formal ou informal no desenvolvimento. Trata-se, freqüentemente, mais de uma qualificação social do que de uma qualificação profissional. 
 
Noutros países em desenvolvimento existe, ao lado da agricultura e de um reduzido setor formal, um setor de economia ao mesmo tempo moderno e informal, por vezes bastante dinâmico, à base de artesanato, de comércio e de finanças que revela a existência de uma capacidade empreendedora bem adaptada às condições locais. Em ambos os casos, após numerosas pesquisas levadas a cabo em países em desenvolvimento, apercebemo-nos que encaram o futuro como estando estreitamente ligado à aquisição da cultura científica que lhes dará acesso à tecnologia moderna, sem negligenciar com isso as capacidades específicas de inovação e criação ligadas ao contexto local. Existe uma questão comum aos países desenvolvidos e em desenvolvimento: como aprender a comportar-se, eficazmente, numa situação de incerteza, como participar na criação do futuro? 
Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros
Sem dúvida, esta aprendizagem representa, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O mundo atual é, muitas vezes, um mundo de violência que se opõe à esperança posta por alguns no progresso da humanidade. A história humana sempre foi conflituosa, mas há elementos novos que acentuam o perigo e, especialmente, o extraordinário potencial de autodestruição criado pela humanidade no decorrer do século XX. A opinião pública, através dos meios de comunicação social, torna-se observadora impotente e até refém dos que criam ou mantêm os conflitos. Até agora, a educação não pôde fazer grande coisa para modificar esta situação real. Poderemos conceber uma educação capaz de evitar os conflitos, ou de os resolver de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade?
É de louvar a idéia de ensinar a não-violência na escola, mesmo que apenas constitua um instrumento, entre outros, para lutar contra os preconceitos geradores de conflitos. A tarefa é árdua porque, muito naturalmente, os seres humanos têm tendência a supervalorizar as suas qualidades e as do grupo a que pertencem, e a alimentar preconceitos desfavoráveis em relação aos outros. 

Por outro lado, o clima geral de concorrência que caracteriza, atualmente, a atividade econômica no interior de cada país, e sobretudo em nível internacional, tem tendência de dar prioridade ao espírito de competição e ao sucesso individual. De fato, esta competição resulta, atualmente, numa guerra econômica implacável e numa tensão entre os mais favorecidos e os pobres, que divide as nações do mundo e exacerba as rivalidades históricas. É de lamentar que a educação contribua, por vezes, para alimentar este clima, devido a uma má interpretação da idéia de emulação.
Que fazer para melhorar a situação? 
 
A experiência prova que, para reduzir o risco, não basta pôr em contato e em comunicação membros de grupos diferentes (através de escolas comuns a várias etnias ou religiões, por exemplo). Se, no seu espaço comum, estes diferentes grupos já entram em competição ou se o seu estatuto é desigual, um contato deste gênero pode, pelo contrário, agravar ainda mais as tensões latentes e degenerar em conflitos. Pelo  contrário, se este contato se fizer num contexto igualitário, e se existirem objetivos e projetos comuns, os preconceitos e a hostilidade latente podem desaparecer e dar lugar a uma cooperação mais serena e até à amizade.
Parece, pois, que a educação deve utilizar duas vias complementares. Num primeiro nível, a descoberta progressiva do outro. Num segundo nível, e ao longo de toda a vida, a participação em projetos comuns, que parece ser um método eficaz para evitar ou resolver conflitos latentes. A descoberta do outro A educação tem por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana e, por outro, levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta. Desde tenra idade a escola deve, pois, aproveitar todas as ocasiões para esta dupla aprendizagem. Algumas disciplinas estão mais adaptadas a este fim, em particular a geografia humana a partir do ensino básico e as línguas e literaturas estrangeiras mais tarde. Passando à descoberta do outro, necessariamente, pela descoberta de si mesmo, e por dar à criança e ao adolescente uma visão ajustada do mundo, a educação, seja ela dada pela família, pela comunidade ou pela escola, deve antes de mais ajudá-los a descobrir-se a si mesmos. Só então poderão, verdadeiramente, pôr-se no lugar dos outros e compreender as suas reações. Desenvolver esta atitude de empatia, na escola, é muito útil para os comportamentos sociais ao longo de toda a vida. Ensinando, por exemplo, aos jovens a adotar a perspectiva de outros grupos étnicos ou religiosos podem-se evitar incompreensões geradoras de ódio e violência entre os adultos. Assim, o ensino da história das religiões ou dos costumes pode servir de referência útil para futuros comportamentos.

 
Por fim, os métodos de ensino não devem ir contra este reconhecimento do outro. Os professores que, por dogmatismo, matam a curiosidade ou o espírito crítico dos seus alunos, em vez de os desenvolver, podem ser mais prejudiciais do que úteis. Esquecendo que funcionam como modelos, com esta sua atitude arriscam-se a enfraquecer por toda a vida nos alunos a capacidade de abertura à alteridade e de enfrentar as inevitáveis tensões entre pessoas, grupos e nações. O confronto através do diálogo e da
troca de argumentos é um dos instrumentos indispensáveis à educação do século XXI.
Tender para objetivos comuns


Quando se trabalha em conjunto sobre projetos motivadores e fora do habitual, as diferenças e até os conflitos interindividuais tendem a reduzir-se, chegando a desaparecer em alguns casos. Uma nova forma de identificação nasce destes projetos que fazem com que se ultrapassem as rotinas individuais, que valorizam aquilo que é comum e não as diferenças. Graças à prática do  desporto, por exemplo, quantas tensões entre classes sociais ou da experiência e do prazer do esforço comum! E no setor laboral quantas realizações teriam chegado a bom termo se os conflitos habituais em organizações hierarquizadas tivessem sido transcendidos por um projeto comum! A educação formal deve, pois, reservar tempo e ocasiões suficientes em seus programas para iniciar os jovens em projetos de cooperação, logo desde a infância, no campo das atividades desportivas e culturais, evidentemente, mas também estimulando a sua participação em atividades sociais: renovação de bairros, ajuda aos mais desfavorecidos, ações humanitárias, serviços de solidariedade entre gerações... As outras organizações educativas e associações devem, neste campo, continuar o trabalho iniciado pela escola. 

Por outro lado, na prática letiva diária, a participação de professores e alunos em projetos comuns pode dar origem à aprendizagem de métodos de resolução de conflitos e constituir uma referência para a vida futura dos alunos, enriquecendo a relação professor/aluno.
Aprender a ser
 
Desde a sua primeira reunião, a Comissão reafirmou, energicamente, um princípio fundamental: a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa — espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Todo o ser humano deve ser preparado, especialmente graças à educação que recebe na juventude, para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida 
.
O relatório Aprender a ser (1972) exprimia, no preâmbulo, o temor da desumanização do mundo relacionada com a evolução técnica. A evolução das sociedades desde então e, sobretudo, o temor e tornar mais legítima ainda a injunção que lhe serve de fundamento. É possível que no século XXI estes fenômenos adquiram ainda mais amplitude. Mais do que preparar as crianças para uma dada sociedade, o problema será, então, fornecer-lhes constantemente forças e referências intelectuais que lhes permitam compreender o mundo que as rodeia e comportar-se nele como atores responsáveis e justos. Mais do que nunca a educação parece ter, como papel essencial, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, discernimento, sentimentos e imaginação de que necessitam para desenvolver os seus talentos e permanecerem, tanto quanto possível, donos do seu próprio destino.
Este imperativo não é apenas de natureza individualista: a experiência recente mostra que o que poderia aparecer, somente, como uma forma de defesa do indivíduo perante um sistema alienante ou tido como hostil, é também, por vezes, a melhor oportunidade de progresso para as sociedades. A diversidade das personalidades, a autonomia e o espírito de iniciativa, até mesmo o gosto pela provocação, são os suportes da criatividade e da inovação. Para reduzir a violência ou lutar contra os diferentes flagelos que afetam a sociedade os métodos inéditos retirados de experiências no terreno já deram prova da sua eficácia. Num mundo em mudança, de que um dos principais motores parece ser a inovação tanto social como econômica, deve ser dada importância especial à imaginação e à criatividade; claras manifestações da liberdade humana elas podem vir a ser ameaçadas por uma certa estandardização dos comportamentos individuais. O século XXI necessita desta diversidade de talentos e de personalidades, mais ainda de pessoas excepcionais, igualmente essenciais em qualquer civilização. Convém, pois, oferecer às crianças e aos jovens todas as ocasiões possíveis de descoberta e de experimentação — estética, artística, desportiva, científica, cultural e social —, que
venham completar a apresentação atraente daquilo que, nestes domínios, foram capazes de criar as gerações que os precederam ou suas contemporâneas. Na escola, a arte e a poesia deveriam ocupar um lugar mais importante do que aquele que lhes é concedido, em muitos países, por um ensino tornado mais utilitarista do que cultural. A preocupação em desenvolver a imaginação e a criatividade deveria, também, revalorizar a cultura oral e os conhecimentos retirados da experiência da criança ou do adulto. Assim a Comissão adere plenamente ao postulado do relatório Aprender a ser: “O desenvolvimento tem por objeto a realização completa do homem, em toda a sua riqueza e na complexidade das suas expressões e dos seus compromissos: indivíduo, membro de uma família e de uma coletividade, cidadão e produtor, inventor de técnicas e criador de sonhos”5. Este desenvolvimento do ser humano, que se desenrola desde o nascimento até à morte, é um processo dialético que começa pelo conhecimento de si mesmo para se abrir, em seguida, à relação com o outro. Neste sentido, a educação é antes de mais nada uma viagem interior, cujas etapas correspondem às da maturação contínua da personalidade. Na hipótese de uma experiência profissional de sucesso, a educação como meio para uma tal realização é, ao mesmo tempo, um processo individualizado e uma construção social interativa. É escusado dizer que os quatro pilares da educação, acabados de descrever, não se apóiam, exclusivamente, numa fase da vida ou num único lugar. Como se verá no capítulo seguinte, os tempos e as áreas da educação devem ser repensados, completar-se e interpenetrar-se de maneira a que cada pessoa, ao longo de toda a sua vida, possa tirar o melhor partido de um ambiente educativo em constante ampliação.
Pistas e recomendações
• A educação ao longo de toda a vida baseia-se em quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser.
• Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.
• Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.
• Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências — realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos — no respeito pelos
valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. 

• Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.
• Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber a educação como um todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, tanto em nível da elaboração de programas como da definição de novas políticas pedagógicas.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia internacional da mulher

Dia internacional da mulher 2012



A dança da alegria
Ocorre desde a aurora dos tempos



Ela tem muitos nomes
Adoração é um deles
O riso e a alegria tomaram forma humana
Quando o solitário reclamou de solidão
(Vide capítulo 2 de Genesis)




E quando é ungida pela sinceridade
Ela se torna plena
E quando adornada pela amizade
Princesa é chamada dentre as mulheres
E quando ama




Contaminada pela dança da alegria
Chamam-na de Vida.
Então que sejam felizes essas moças entre
12 segundos e 969 anos de idade
Adornadas de alegria
Em meio a essa perene tormenta,



De um modo permanente também.
Só por implicância.


Pra que a dança da alegria
Seja sempre manifesta
Já que foi dançada antes
Do homem vir a existir.




E como diz meu ghost-writer
não convém que tradições eternas
deixem de ser
bem representadas...






Feliz dia internacional da mulher.

resgaste heróico pra um cavalo

Resgate heroico para um cavalo

Atreyu e Bastian

O filme História Sem Fim fez inúmeras crianças e adultos caírem no choro em uma cena  específica. O cavalo Artax morrendo afogado no Pântano da Tristeza, levando ao desespero o herói Atreyu. A cena quase se tornou realidade na Austrália quando os cavalos de uma mãe e sua filha atolaram em uma faixa de areia na praia.



Nicole Graham estava andando a cavalo com sua filha Paris quando os cavalos das duas ficaram presos. Eles afundaram rapidamente e o trabalho conjunto das duas foi suficiente para libertar a égua menor, Emily. O problema é que Astro, um cavalo de 18 anos de idade e pesando meia tonelada continuou a afundar.



Imediatamente ela correu para o carro e chamou o resgate. Para evitar que o cavalo se debatesse mais ou que afundasse a cabeça, Nicole pulou na lama e ficou durante todo o período ao lado de Astro, segurando sua cabeça para cima.



Os bombeiros fizeram algumas tentativas para libertar o animal mas não tiveram sucesso. O problema é que o tempo estava passando e se a maré subisse iria afogar o cavalo.



Na terceira tentativa, uma veterinária do centro de Equinos da Universidade de Melbourne foi chamada para sedar o animal, que foi posteriormente puxado por um trator pertencente a um fazendeiro local. Felizmente a ação foi bem sucedida no momento em que a água do mar começava a chegar.



Diferente da História Sem Fim, a história de Nicole e Astro teve um final feliz. Segundo a veterinária que sedou o animal o resgate não teria sido possível sem a ajuda de Nicole.


Fonte: Geelong Advertiser

Sparta

A




Enc: A verdade por detrás do Google Earth

Pra você que sempre se perguntou como é que foram, afinal de contas, tiradas as primeiras fotos aéreas do Google Earth...



Aqui a resposta:

terça-feira, 6 de março de 2012

Não te chamarás mais Jacó, pois como príncipe lutastes com Deus e com os homens, e prevalecestes..


Do not be called any more Jacob, for you fought like a prince with God and with men and have prevailed ...
This text INITIAL is the essence and expression of the supernatural ministry of intercession.
In these starry night life, a desperate man down to the bank of a creek, fearing rediscover a brother who deceived about twenty years before this day. He had a large family, a new life story, from their parents lived for many years, but still hung on his back the threat of revenge and death and reunion with Esau could jeopardize all his, as he was praying in the midst of this serious dilemma, a heavenly being came to meet her. Jacob knew that it was the key to the survival of their families. For some reason that Scripture does not show in the middle of the night was the most extraordinary of all battles imagined. Jacob began to wrestle with that being physically in a strange attempt to force him to answer his prayer. The terms of the struggle are not revealed, the only clue is the way Jacob wrestled is revealed in the final speech of the angel, but she advanced through the night until dawn. Not achieving victory rejects the angel said to Jacob, and must leave when the first time in eternity, a man holds and prevents an angel can walk. One man and tells a celestial being who will not rise, they can not go. A single gesture causes Jacob to be thrown on the floor, and when this falls has an atrophied muscle of one leg. Can no longer fight as if he had been a stroke of a sword. Apparently defeated and lying on the floor, listening to a question that usually are men who do the angels, (like Manoah ask that centuries later the name of the angel who speaks to him), then the order is reversed and the angel, or even your own Christ appearing in the Old Testament he asks: What is your name?
He answered: As Jacob was born again, or if appointed as the first time, ignoring the name given by human parents, the angel gives you two great revelations:
1) Your name has changed from this moment. The past that ended his gesture. From Usurper, he now became the one who wrestles with God.
2) You fought with men, you wrestled with God - He fought for a birthright that for reasons unrelated to their condition, depended on birth, could not have access, fought for the blessing of his father who had no right, fought for his life, fought for his wife, fought for their goods with an unscrupulous businessman, his kinsman Laban, fought for life for his sheep, he fought against sleep, cold, thieves, wolves, to preserve his flock , fought for the hand of his beloved Rachel, the right to revise the parents, the lives of their children and finally now fighting against God in the person of his representative in heaven. AND YOU WON. YOU prevailed.
Israel is lying on the ground, when it would lift a limp for the rest of his days. But God declares by the mouth of his messenger that Jacob prevailed against God the same way as human prevailed against all opposition. God declares the victory of Jacob, in a fight with HIM!!
In Hebrew, we go to the literalness of the text, without any theological view that contaminate:
God declares LOSER, as absurd as it may sound to our ears. God is the source of power. God is almighty. How can a man fight a being who is capable of moving galaxies with the thought?
Anyone wishing to stand against it could be millions of times more powerful than an angel and still lose. A cherub (the noise of the wings is like the voice of the Almighty when he speaks) made some tried and not succeeded. Is repeated several times in the Scriptures concepts regarding the immutability of God and the proper exhortations about the fear of God who is Creator and sustainer of all. And in this little verse, in the most unlikely of battles, God loses to a man. And claims to have been unsuccessful. Eternity knows the day when a man has fought and won against God.
In a human understanding of the event I am forced to declare:
"God has left to win."
Even the defeat of God declared, affirmed at the end PREVALECESTES could only take place if God refused to face the small Jacob
But note the dignity that God gives to the act of bravery of Jacob He does not say, I let Jacob win. He says, Jacob prevailed.
And what Jacob did to be declared as the only creature that once prevailed against God?
He prayed. Cried. Interceded. He cried. He held up the garment of God. Consolidated its position. Not retreated from his dignity, has not changed his mind, did not give up. Not changed his mind. Do not quit your needs. Do not cast away from her dream. No one negotiated anything other than what he wanted. That depended on the life of his family, his brother's forgiveness, reconciliation with Esau
NOT BEFORE THE UNLIKELY resigned,
Kicked NOT BEFORE THE IMPOSSIBLE
Was uncomfortable with YOUR LIFE,
Not bowed to a rejection of God,
Not before God tore His petition.
Do not cast down his bow and even dropped his hands to his sword.
From there we can begin to understand what it means to intercede.


Não te chamarás mais Jacó, pois como príncipe lutastes com Deus e com os homens, e prevalecestes...

Esse texto INICIAL é a essência e a expressão máxima do sobrenatural ministério de intercessão.

Numa noite estrelada dessas da vida, um homem desesperado desce até a margem de um riacho, temendo reencontrar um irmão a quem enganou a cerca de vinte anos antes deste dia. Possuía uma família numerosa, uma nova história de vida, vivera afastado dos pais por muitos anos, mas sobre suas costas ainda pairava a ameaça de vingança e de morte e o reencontro com Esaú poderia colocar em risco a todos os seus; Enaquanto orava em meio a este sério dilema, um ser celestial veio ao seu encontro. Jacó sabia que nele estava a chave da sobrevivencia de seus familiares. Por algum motivo que as Escrituras não revelam no meio da noite ocorreu a mais extraordinária de todas as batalhas imaginadas. Jacó começou a lutar com aquele ser, fisicamente, numa tentativa estranha de obrigá-lo a atender sua súplica. Os termos da luta não são revelados, a única pista é do modo como Jacó lutou é revelado na fala final do anjo, contudo ela avançou por toda a noite, até ao amanhecer. Não logrando vitória o anjo rejeita a Jacó e diz que deve ir embora, quando pela primeira vez na eternidade, um homem segura e impede que um anjo possa caminhar. Um homem segura e diz a um ser celestial que não subirá, que não poderá ir. Um único gesto faz com que Jacó seja lançado no chão, e quando este cai possui um musculo atrofiado de uma das pernas. Já não pode mais lutar como se tivesse levado um golpe de uma espada. Aparentemente derrotado e caído no chão, escuta uma pergunta que normalmente são os homens que fazem aos anjos, (tal qual Manoá que perguntará séculos depois o nome do anjo que fala com ele), nesse caso a ordem se inverte e o anjo ou mesmo o próprio Cristo aparecendo no Velho Testamento lhe questiona: Qual é teu nome?
Ele responde: Jacó. Como se nascesse de novo, ou como se fosse nomeado pela primeirza vez, desprezando ao nome oncedido pelos pais humanos, o anjo lhe dá duas grandiosas revelações:

1)       Teu nome mudou a partir deste instante. O passado dele terminava naquele gesto. De Usurpador, ele agora se tornaría Aquele que luta com Deus.

2)       Você lutou com homens, você lutou com DEUS - Ele lutou contra por um direito de primogenitura a que por questões alheias a sua condição, dependia do nascimento, não poderia ter acesso, lutou pela benção de seu pai a que não tinha direito, lutou por sua vida, lutou por sua esposa, lutou pelos seus bens com um inescrupuloso homem de negócios, seu parente Labão, lutou pela vida de suas ovelhas, lutou contra o sono, o frio, os ladrões, os lobos, para preservar seu rebanho, lutou pela mão de sua amada Raquel, pelo direito de rever os pais, pela vida de seus filhos e finalmente  agora lutava contra DEUS na figura de seu representante celestial. E VOCE VENCEU. VOCÊ PREVALECEU.



Israel está caído no chão, quando se levantasse iria mancar pelo resto de seus dias. Mas, Deus declara pela boca de seu mensageiro que Jacó PREVALECEU contra DEUS do mesmo modo que prevalecera contra toda oposição humana. Deus declara a vitória de Jacó, numa luta com ELE!!!!
No hebraico, vamos até a literalidade do texto, sem nenhuma visão teológica que a contamine:
Deus se declara VENCIDO, por mais absurdo que isso possa soar aos nossos ouvidos. Deus é a fonte do poder. Deus é todo-poderoso. Como pode o homem, lutar contra um ser que é capaz de mover galáxias com o pensamento?
Quem quisesse se colocar contra ele poderia ser milhões de vezes mais poderoso do que um anjo e ainda assim sair derrotado. Um querubim (cujo ruído das asas é como a voz do Onipotente quando fala) tentou certa feita e não o conseguiu. Diversas vezes nos é repetido nas Escrituras  conceitos a respeito da imutabilidade de Deus e as devidas exortações sobre o temor a Deus, que é Criador e sustentador de tudo. E neste pequeno versículo, na mais improvável das batalhas, que Deus perde para um homem. E afirma ter sido vencido. Toda a Eternidade conhece o dia em que um homem lutou contra Deus e o venceu.

Numa compreensão humana do evento sou forçado a declarar:

"Deus se deixou vencer”.

Mesmo a declarada derrota divina, afirmada no termo PREVALECESTES, só poderia ter lugar se Deus se recusasse a enfrentar ao pequeno Jacó.

Mas, observe a dignidade que Deus concede ao ato de bravura de Jacó. Ele não diz, eu deixei Jacó vencer. Ele diz, Jacó prevaleceu.

E o que Jacó fez para ser declarado como a única criatura que um dia PREVALECEU contra Deus?

Orou. Chorou. Intercedeu. Clamou. Segurou-se às vestes de Deus. Firmou sua posição. Não recuou de sua dignidade, não mudou de idéia, não desistiu. Não mudou de opinião. Não abandonou sua necessidade. Não lançou longe de si o sonho. Não negociou uma outra coisa que não o que desejava. Do que dependia a vida de sua família, o perdão de seu irmão, a reconciliação com Esaú.

NÃO SE RESIGNOU DIANTE DO IMPROVÁVEL,
NÃO RETROCEDEU DIANTE DO IMPOSSÍVEL
NÃO SE CONFORMOU COM SUA VIDA,
Não se curvou diante de uma recusa de Deus,
Não rasgou diante de Deus A sua petição.
Não lançou no chão seu arco e nem deixou cair de suas mãos a sua espada.

A partir daí podemos começar a entender o que significa interceder.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O cantico de Ana




Porque a vida é mágica.

1 Então orou Ana, e disse: O meu coração exulta ao SENHOR, o meu poder está exaltado no SENHOR; a minha boca se dilatou sobre os meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação.
2 Não há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.
3 Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança.
4 O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de força.
5 Os fartos se alugaram por pão, e cessaram os famintos; até a estéril deu à luz sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu.
6 O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.
7 O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.
8 Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo.
9 Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força.
10 Os que contendem com o SENHOR serão quebrantados, desde os céus trovejará sobre eles; o SENHOR julgará as extremidades da terra; e dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu ungido.


São cerca de sete horas da manhã, 
diante da antiga tenda da congregação que,
como todos sabem,
fica em Siló desde tempos imemoriais, 
uma mulher chora.
Abundantemente.



Moisés morrera já há cerca de 430 anos. Os israelitas se dividiram pelas terras conquistas de Canaã, cada tribo do grande grupo étnico  possuindo seus conselhos jurídicos, seu aparato de guerra e trabalhando isoladamente suas questões geopolíticas. O povo de Israel  possuía uma história comum, uma mesma língua, as mesmas festas e tradições, porém suas tribos viviam de modo isolado. Cada tribo cuidava de seus próprios assuntos, reunindo-se somente por conta das festividades religiosas que envolviam um tabernáculo, um templo único em forma de tenda que já estava a centenas de anos na cidade de Siló, ou por ocasiões de convocação contra a guerra contra alguma nação inimiga. Dentre os grupos que odiavam a Israel, um em especial fazia guerras e pilhagens ás cidades israelitas por mais de 200 anos. Esse povo era chamado de Filisteu. Guardavam muita proximidade com outro grupo que conhecemos como fenícios.  As incursões sobre o território das tribos eram constantes, com roubos, cidades incendiadas, vilarejos destruídos, fazendas saqueadas.  Na sociedade israelita antiga, assim como na maioria das civilizações da época, era permitido que o homem possuísse mais que uma esposa. 
Um descendente da tribo de Efraim, uma das doze tribos que formava o povo israelita, peregrinava anualmente para oferecer holocaustos e sacrifícios ao grupo sacerdotal que dirigia a liturgia do tabernáculo que ficava em Silo. 
Essa época de peregrinação era comum para milhares de pessoas que deixavam suas cidades em grandes concentrações, ou em excursões familiares individuais para agradecer a Deus as bênçãos cumuladas no ano que se realizou, assim como celebrar através de festas os feitos divinos e os milagres que até então haviam ocorrido, em especial com a geração que saíra do Egito por intermédio de Moisés.
            O nome do efraimita que viera celebrar em Silo era Elcana. Ele possuía duas mulheres, uma que se chamava Ana e outra nova que se chamava Penina.  Tinha filhos e filhas que Penina havia gerado, pois Ana era estéril. Cerca de quatro crianças. Cada ano a numerosa família, desde os tempos idos caminhava até Silo. Numa dessas celebrações ou peregrinações que  Elcana ainda adolescente se apaixonou pela jovem Ana. Quando se casaram, os dois iam juntos até Silo. Os anos foram passando e eles continuaram subindo sozinhos até Silo. Para um oriental o nascimento de uma criança é um fato de tremenda celebração, sendo considerado - uma multidão de filhos - como uma grande benção por parte de Deus. A jovem israelita sonhava em ser mãe. A mulher da antiguidade era tida como amaldiçoada ou desafortunada se não tivesse a capacidade de conceber. Muitos casamentos se desfaziam se isso ocorresse. A propriedade em Israel era posse hereditária de uma família, desde que houvesse uma geração futura para dela dispor.  Em algum momento de sua vida Elcana compreendeu que não haveria chances que sua esposa engravidasse, e decide desposar uma segunda esposa para ter filhos através dela. A sua segunda mulher era fértil e a cada ano que descia para celebrar as festas em Silo mais um herdeiro era acrescentado a família.  Possivelmente na primeira peregrinação até Silo ao lado de Penina, esta já estava grávida. E na época narrada no livro de Samuel a família já contava com 7 pessoas peregrinando até Siló. Muitas dessas peregrinações foram feitas com Penina grávida. Enquanto isso Ana continuava estéril.  Penina sabia do grande amor que Elcana nutria pela primeira esposa, não lhe impunha nenhum ônus ou palavra de condenação, não pediu divórcio, apesar dela ser desprezada socialmente. Apesar das acusações familiares por parte dos parentes. Esse amor profundo irritava profundamente a Penina, que ansiava ter todas as atenções voltadas exclusivamente para ela. E desprezava profundamente a Ana. Sem se importar com sua condição, dolorosa para uma mulher de sua época, lançava-lhe em rosto continuamente sua condição de mulher estéril.  E a cada filho que lhe nascia mais ela odiava a Ana. A subida até Silo era a coroação dos atos de humilhação que Penina impunha a Ana. Se não o fazia de nodo declarado o mostrava através de atos rituais diante do clero através de ofertas específicas de gratidão por sua fertilidade. Mas o objetivo de Penina não era o de simplesmente celebrar em Silo a benção de mais um filho. Era ser exaltada como mãe, era de deixar bem claro que ela e só ela havia recebido de Deus a capacidade de gerar filhos. Era de contrastar sua condição de mulher vitoriosa com a triste e continua condição de Ana. E Ana sabia disso. Cada ano subindo até Silo era um período de tortura psicológica. Havia uma ceia em particular em que as porções de alimento eram distribuídas e um dos modos de declara predileção por alguém é separa as partes mais nobres do cordeiro ou bezerro após o sacrifício para a pessoa de apreço. Elcana como mestre de cerimônias repartia as porções para todos seus filhos e filhas e para penina e para Ana. E sempre separava as melhores partes para Ana. Penina ultrajada por aquele gesto lançava-lhe no rosto nesse momento toda a vergonha de sua condição de estéril. Sempre acontecia, do mesmo modo, há muitos anos. O principal momento da celebração em Silo era esta ceia e este momento de comunhão em família que para Ana havia se tornado o momento da coroação de sua desesperança. Ela se levantava em prantos e perdia a fome por causa da acusação.
Seus esposo em vão tentava lhe acalmar ou lhe consolar.
Então na manhã seguinte Ana se levanta bem cedo disposta a mudar a história de sua vida. Vai até a entrada da tenda da congregação sozinha, após o término das festividades e das celebrações depois de passado os cultos, após passado os rituais e sacrifícios, sem a presença de um  sacerdote, sem músicos, sem alguém para assisti-la. E ali ela se ajoelha e ora de um jeito que não é peculiar à sua época. Homens e mulheres oravam em grupo, ou falando, declarando, levantando as mãos e gesticulando. As orações eram realizadas audivelmente quando em publico. Ana ora como se estivesse sozinha e trancada no quarto de sua casa.  E ali ela faz um voto que só conheceremos mais tarde. Ela balbucia palavras em silencio enquanto suas lágrimas descem abundantemente de seus olhos.  O sumo-sacerdote foi até a tenda para fazer alguma atividade e ao passar vê a Ana balbuciando em silêncio. Ele olha para seus lábios que se movem sem que deles saiam som. Essa cena lhe é tão espantosa, que ele imagina que ela está bêbada em virtude das inúmeras festividades e celebrações. Então ele a repreende duramente, porque após as festas era um período de sobriedade, de meditação e não para bebedeira.  Mas Ana não está bêbada. Ela diz que este gesto de intimidade com Deus é fruto de que está derramando seu coração e sua alma. Ele já sabe porque.  Então a abençoa e concorda com sua intercessão. A palavra “amém” significa “seja realizado”.  No final de uma benção judaica era pronunciado o amém. Quando Ana se levanta já não está mais chorando. Algo havia acontecido.
O cântico de Ana mostra os mistérios que habitavam seu coração. Nele percebemos a profundidade e ousadia de sua oração e dos sentimentos que a impulsionaram. Ela fala de vitória sobre os inimigos, e claro que é Penina que é vencida, porque não será mais considerada inútil, não poderá mais ser difamada. Ana diz que Deus é poderoso para trazer a alma do Sheol, (sepultura) ou da morte, mostrando que era assim que ela se considerava, como se estivesse morta. Ela fala que os arrogantes serão calados. Penina nunca mais poderia jogar em seu rosto sua condição, porque um milagre mudou sua condição. Ela diz que Deus dá vitória aos seus ungidos, e quando assim o proclama é porque entende quem ela é, ao mesmo tempo em que profetiza sobre o futuro do filho que lhe nasceu.  Ana fala da força sendo retirada do forte e concedida ao fraco, o pão dos fartos sendo dado aos famintos e que ela que era estéril, agora seria mãe de filhos. E outra vez, de muitos filhos. Ela vislumbra o futuro.  Ela fala de um reino, de um poder que atuou desde os céus. Ana se sente como uma princesa, de que ela foi exaltada.  
E no final quando entrega seu filho Samuel para os serviços do tabernáculo, ficamos sem entender porque alguém que orou com tanta fé para ter um filho, agora se despojava dele, já que ao oferecê-lo ao serviço do santuário este seria educado pelos sacerdotes e não pela família em Efraim.  Então se revela outra parte do mistério de sua oração. Ela fizera um voto. Ela fizera uma promessa de que o filho que nascesse seria dedicado ao serviço do Senhor.
Ana será mãe de mais cinco filhos. Samuel crescerá e se tornará um dos maiores profetas que a terra já pode contemplar. Haveria uma época em Israel que a palavra que Samuel seria considerado como uma revelação divina. Porque na verdade assim era. Ele atingiu um grau de intimidade tamanho com Deus, que por mais de 50 anos TODAS as profecias e revelações que entregou sobre os assuntos nos quais foi solicitado a interceder ou buscar orientações divinas, ocorreram cabalmente.
O cântico de Ana é pessoal, mas é ao mesmo tempo uma declaração do Espírito de Deus, que através da vitória de Ana reclama para si a vitória de Cristo para todas as nações. A profeta Ana dará luz ao profeta Samuel. E Samuel separará um pastor de ovelhas para ser rei, Davi.
E deste rei, descenderá um dia, um rei, 
o rei de toda a terra. 
Que como Ana, só que de modo literal,
desceu à sepultura e dela retornou.
E em breve toda a humanidade o contemplará. 
Reinando.

Moses died there are already about 430 years. The Israelites divided the land conquest of Canaan, each tribe of the major ethnic group having its legal counsel, his apparatus of war and its geopolitical issues working in isolation. The people of Israel had a shared history, one language, the same festivals and traditions, but their tribes lived in isolation. Each tribe took care of their own affairs, meeting only on account of religious festivals involving a tabernacle, a temple-shaped single tent that was hundreds of years in the city of Shiloh, or occasions of summons against the war any enemy nation. Among the groups who hated Israel, one in particular made wars and looting ace Israeli towns by more than 200 years. These people were called Philistine. They kept very close with another group known as Phoenicians. The raids on the territory of the tribes were constant, with thefts, cities burned, villages destroyed, looted farms. In ancient Israelite society, as in most civilizations of the time, the man was allowed to possess more than one wife.
A descendant of the tribe of Ephraim, one of the twelve tribes that formed the Israeli people, pilgrimages every year to offer burnt offerings and sacrifices to the priestly group who ran the liturgy of the tabernacle was in Shiloh.
This time it was common pilgrimage for thousands of people who left their cities at high concentrations, or individual family excursions to thank God for the blessings in the year cumulated held, as well as celebrate festivals through the divine deeds and miracles that even then had occurred, particularly with the generation that came out of Egypt by Moses.

            
The name of the Ephraimite who came to celebrate at Shiloh was Elkanah. He had two wives, one who was called Anna and a new one that was called Penina. He had sons and daughters who had Penina generated because Hannah was barren. About four children. Each year a large family, from ancient times walked to Silo. In one of these celebrations and pilgrimages that Elkanah teenager fell in love with Anne when married couple, the two were together until Shiloh. The years passed and they continued climbing alone until Shiloh. For an Oriental birth of a child is a fact of tremendous celebration, being considered - a crowd of children - as a great blessing from God. The young Israeli dreamed of being a mother. The old woman was seen as cursed or unlucky if you do not have the ability to conceive. Many marriages fell apart if that happened. The property in Israel was hereditary possession of a family where there was a future generation to dispose it. At some point in your life Elkanah knew that there would be no chance that his wife got pregnant, and decides to marry a second wife to have children through her. His second wife was fertile and coming down every year to celebrate the feasts at Shiloh was more an heir to the family added. Possibly the first pilgrimage to Shiloh along with Penina, this was already pregnant. And then narrated in the book of Samuel the family already had seven people on pilgrimage to Shiloh Many of these pilgrimages were made with Penina pregnant. Meanwhile Ana remained sterile. Penina knew the great love he felt for Elkanah's first wife, does not impose any charge or word of condemnation not filed for divorce, although it is socially despised. Despite accusations by family relatives. This deep love deeply irritated Penina, who longed to have all the attention directed exclusively to her. And deeply despised Ana Regardless of his condition, painful for a woman of her time, threw him on his face continually being a woman sterile. And every child born to him the more she hated Ana The climb to Silo was the crowning acts of humiliation imposed on Penina If Anna had not declared the node showed through ritual acts in front of the clergy by offering specific gratitude for their fertility. But the goal of Penina was not simply to celebrate Shiloh's blessing of another child. It was to be exalted as a mother, was to make it clear that she and only she had received from God the ability to bear children. Was to contrast her womanhood victorious and continues with the sad condition of Ana and Ana knew that. Each year up until Shiloh was a period of psychological torture. There was a supper in particular in the food rations were distributed and one way of declaring one's predilection for separating the noble parts of the lamb or calf after the sacrifice of praise to the person. Elkanah as master of ceremonies parted portions for all your sons and daughters and penina And ever and Anne separated the best parts for Hannah Peninnah outraged by that gesture threw in his face at that moment all the shame of their sterile condition . Always happened, so many years ago. The main point of the celebration was at Shiloh, and this supper this moment of communion with the family that for Ana had become the crowning moment of his despair. She stood up in tears and lost the hunger because of the accusation.
Her husband tried in vain to calm him or her comfort.
So the next morning get up early Ana willing to change the story of his life. Go to the entrance of the tabernacle of the congregation alone, after the end of the festivities and celebrations after past cults, passed after the rituals and sacrifices, without the presence of a priest, not musicians, without someone to watch it. And there she kneels and prays in a way that is not peculiar to his time. Men and women prayed in a group, or talking, declaring, raising his hands and gesturing. The prayers were audibly while held in public. Ana sometimes as if he were alone and locked in the room of your home. And there she makes a vow that only know later. She babbles words silently while tears abundantly down his eyes. The high priest went into the tent to do some activity and see Ana go quietly babbling. He looks at his lips moving without sound come out of them. This scene is so amazing to him, he imagines that she is drunk because of the many festivals and celebrations. Then he scolds her harshly, because after the holidays was a period of sobriety, meditation and not for drunkenness. But Anna is not drunk. She says that this gesture of intimacy with God is the fruit that is pouring his heart and soul. He knows why. So bless it and agree to his intercession. The word "amen" means "to be done." At the end of a Jewish blessing was pronounced the amen. When Hannah gets up is no longer crying. Something had happened.
The song of Hannah shows the mysteries that inhabit your heart. In it we see the depth and boldness of his prayers and sentiments that propelled. She speaks of victory over enemies, and Penina course is that it is unsuccessful, because it will no longer be considered worthless, can no longer be defamed. Ana says that God is able to bring the soul from Sheol (the grave) or death, showing that this was how she felt, as if dead. She says the arrogant will be silent. Penina never could throw in his face his condition, because a miracle has changed their condition. She says that God gives victory to his anointed, and when so proclaimed is because she understands who she is, while they prophesy about the future of her son was born. Ana talks about the power being removed from the strong and the weak granted, tired of being the bread to the hungry and given that she was barren, now would be the mother of children. And again, many children. She sees the future. It speaks of a kingdom, a power that acted from the heavens. Ana feels like a princess, she was elated.
And at the end when he delivers his son Samuel to the service of the tabernacle, we do not understand why someone who prayed with much faith to have a child, now stripped of it, since the offer it to the sanctuary service this would be educated by priests and not by the family in Ephraim. Then he shows another part of the mystery of his prayer. She had a vote. She made a promise that the child born would be dedicated to serving the Lord.
Ana is a mother of five children. Samuel will grow and become one of the greatest prophets that the land can now contemplate. Was there a time in Israel that the word that Samuel would be regarded as a divine revelation. For indeed it was. He attained a degree of intimacy with God size, which for over 50 years ALL the prophecies and revelations that he gave on the issues that have been asked to intercede or seek divine guidance, fully occurred.
The song of Hannah is personal, but at the same time a declaration of God's Spirit, that through the victory of Ana claims to the victory of Christ to all nations. The prophet Anna give birth to the prophet Samuel. And Samuel separate a shepherd to be king, David.
And this king, descend one day, a king,
King of all the earth.
That as Ana, only literally,
descended into the grave and returned it.
And soon all mankind behold him.
Reigning.